sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Engraçado como parece que a vida foge do nosso controle nas horas mais críticas. As vezes penso se não é ela que se deixa ser controlada e resolve brincar conosco em alguns momentos. Um dia desaba tudo; no outro, tudo se auto-constrói. Sou quase que só espectadora e nada protagonista. Aparentemente tudo bem, só que o problema é as poeiras que saem nessa demolição/construção e que, muitas das vezes, não dá tempo de limpar antes que alguém veja. Pior: o vento. Será que a natureza tem algum tipo de parceria com a vida? Até então tenho conseguido manter minha casa arrumadinha, ainda que haja uma sujeirinha por baixo do tapete. Mas até quando? Espero que logo após o vento venha a chuva. Casa lavada, quem não quer?

terça-feira, 29 de novembro de 2011



"O amor não tem pressa. Ele pode esperar em silêncio, num fundo de armário. Na posta-restante. Milênios, milênios no ar."
                                                                                  - Chico Buarque

sexta-feira, 25 de novembro de 2011





"O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse, a minha vida inteira ia ser assim. Vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar, vocês entendem? Como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha".


                                                                                 Lisbela e o Prisioneiro

terça-feira, 15 de novembro de 2011



"Esse nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência." 
                                                                                                                                  Caio F. Abreu

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tudo gira. Tudo vai e volta; é a lei da vida. As vezes vai porque não merecemos mais, porque não soubemos lidar com o que era nosso, porque a vida queria dar-nos uma lição, ou apenas porque era hora de ir. Mas o mais interessante é a volta. Por mais que a ida desequilibre, nem se compara à volta. A questão é: tudo pode voltar a ser como era antes? É, difícil responder. As vezes a volta só aconteceu para percebermos que por mais que queríamos essa volta, ela não pode mais oferecer tudo o que podia há tempos atrás. Ou talvez não, talvez ela possa sim. De qualquer forma, saímos ganhando com a volta; ou veremos, de fato, que não é possível mais ter o que se quer, ou teremos o que queremos. Apesar de tudo, ainda aposto na segunda.

que beautiful (:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


Who are you now?
Are you still the same or did you change somehow?
What do you do?
At this very moment when I think of you

And when I'm looking back
How we were young and stupid
Do you remember that?

No matter how I fight it
Can't deny it
Just can't let you go

I still need you
I still care about you
Though everything's been said and done
I still feel you like I'm right beside you
But still no word from you

Now look at me
Instead of moving on, I refuse to see
That I keep coming back
Yeah, I'm stuck in a moment
That wasn't meant to last

I've tried to fight it, can't deny it
You don't even know that

I still need you
I still care about you
Though everything's been said and done
I still feel you like I'm right beside you
But still no word from you

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Acho que todo homem deveria decorar esse poema da Cecília Meireles: 


LUA ADVERSA

"Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu... "



     Nós mulheres, apesar de negarmos várias vezes, somos complicadinhas, e a Cecília acertou em cheio ao fazer esse poema, afinal, é uma mulher como todas nós. Acho que preciso de fazer uma pequena análise, os homens provavelmente não vão entender! rs
     Todos sabemos que a lua tem 4 fases: nova, crescente, cheia e minguante. Por isso o "Lua Adversa", essa 'coisa' contraditória de ter várias fases. Mas é claro que temos uma analogia nisso. Na simbologia indígena, sol quer dizer homem e estrela quer dizer mulher. Ou seja, o eu lírico vai falar da mulher (lua). A primeira estrofe fala de "fases de andar escondida" e "fases de vir para a rua", que é exatamente como nos sentimos as vezes. Há dias que queremos ficar apenas no nosso quarto sem sermos incomodadas e há dias que queremos falar com todo mundo ao mesmo tempo. Cecília continua com "fases de ser tua" e "outras de ser sozinha" ... Tem dias que por mais que amemos nosso namorado, ou qualquer outro nome que for, não queremos vê-lo nem pintado de ouro, e tem dias que precisamos ficar grudadas nele o tempo todo, não é?
     Na segunda estrofe o papo já é sobre calendário. Nós mulheres somos regidas pelo ciclo menstrual, de aproximadamente 28/30 dias. O ciclo completo da lua é também de 29 dias (sendo mais precisa, 29 dias e meio). A diferença é que o ciclo da lua é preciso e sabemos exatamente qual fase virá, já nós mulheres só temos surpresas pela frente. Por isso foi usada a expressão "secreto calendário". O futuro é sempre uma surpresa. Se soubéssemos tudo que viria, teríamos um manual de uso, assim como o astrólogo tem o da lua.
     Para finalizar, voltamos para a nosso tristeza, a última estrofe. Fuso é algo que gira em torno do seu próprio eixo, e melancolia, todo sabemos, é uma profunda tristeza. Significa que rodamos sempre em torno desse eixo, esse nosso ciclo, nosso calendário surpresa, que vem acompanhado da melancolia. Sofremos com essa inconstância toda, pois "No dia de alguém ser meu // não é dia de eu ser sua... // E, quando chega esse dia, // o outro desapareceu...". Sofremos porque os homens não sabem entender nossas fases, não são compreensíveis e pouco pacientes, na maioria das vezes. Claro que há homens e homens. Se todo os homens batessem um papo com a Cecília, eles seriam homens melhores!
     E só um ps: homens que sabem entender as mulheres, me desculpem ;)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em que mundo vivemos! Acho que na verdade o mundo sempre foi assim, mas antes certas coisas não eram  discutidas, as pessoas deixavam esse papel para os grandes filósofos e escritores. Padrões sempre existiram, e da mesma forma, em cada canto do mundo há quem se mate para estar nesse padrão ridículo. Todos idiotas, todos bonecos nas mãos da mídia e seus aliados nesse jogo de manipulações. Queria viver em um mundo em que só existisse pessoas como o "Pequeno Príncipe"; estou cansada dessa prepotência e ambição desmedida, desregrada, depravada, egocêntrica, cega e qual mais adjetivos vocês quiserem enfiar aí no meio. Estou cansada de pessoas que falam apenas o que os outros querem ouvir e não a verdade. Estou cansada das guerras ao redor do mundo. Estou cansada de justificativas idiotas para as atrocidades, será que ninguém percebeu que esse discurso de Maquiavel já foi mais que usado, não? Quantas vezes ainda terei que ouvir que "os fins justificam os meios"? Já me basta o PT dizer que rouba, mas faz! Caramba, não quero saber, isso não é justificativa pra roubar, onde foram parar os valores dessa sociedade atual, onde? Todos nós por tanto conviver com isso, passamos a tolerar. Eu não tolero. Mas será que posso fazer algo com essa minha voz tão fraca? Espero que sim, algum dia. Só sei que estou cansada, de tudo e de todos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

[...]
"E quem tem minha verdade
Sabe que na verdade eu queria estar com você
Você estando bem
Está tudo bem" 



terça-feira, 19 de julho de 2011

Sabe aquela coisa que te prende nas lembranças? Incrível como algumas coisas marcam, pra sempre. É impossível ver algumas pessoas indo embora e não sentir dor, não rolar uma lágrima. Espero que, esse ano, as poucas indiretas estejam mais diretas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011


Lívia


"(Escolher é sempre difícil. Para aliviar a tortura, interpretei “a melhor” como “a que a minha intuição mandou escolher”)
Desde o começo de 2009, tenho fotografado albinos. Tento valorizar os tons pasteis de pele, lábios, pelos… Foram vários encontros especiais. Gosto de fotografar quem não costuma ser fotografado. Acho mais interessante. Não há trejeitos nem poses estudadas e, por vezes, o que ocorre é um “estranhamento”, uma timidez que invade o estúdio e vira gestos, olhares, tensões. Grande parte das minhas fotos são retratos diretos, frontais. Essa foto da Lívia foge disso um pouco. Com seus 3 anos e uma beleza única, Lívia parece pertencer a um universo de conto de fadas. Diante da câmera, e como o centro das atenções, sua timidez e a pouca visibilidade (os albinos têm dificuldades visuais) as levaram a um mundo só dela. Procurei me calar e, estático, registrar aquilo que via…  sem direção, literalmente. Foram longos minutos de transe apreciando a delicadeza daquela princesinha.  Um espelho: eu tantas vezes tímido e sempre em incontáveis mundos meus…"

Gustavo Lacerd
a

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os dias passam e eu continuo a olhar para o meu Corsair. Quero dizer, meu's Corsair's. Um que fiz e outro que ganhei. Os dois possuem a mesma essência, mas lembranças e significados diferentes. O primeiro me lembra noites. A princípio noites longas, depois curtas, e hoje inexistentes. Noites de tentativas de discussões que sempre resultavam em risos, noite de rostos rosados alternados a cada tempo, choro e realidades sendo trazidas para a dura realidade, pinceladas de elogios, música particular, Amor. Noites que me davam fôlego para enfrentar o próximo dia. O segundo me lembra um fim de tarde seguido de uma noite. Significa a explosão do primeiro Corsair. Tudo que foi acumulado no primeiro começou a ser liberado no segundo. Começou. Será que terminou naquela noite ou apenas começou? Tempo, me responda, por favor. Independente disso, o que foi me marcou. Foi um dado momento de certa loucura, mas prazeroso. É algo que não posso descrever, não há palavras que transmitam os reais sentimentos envolvidos. Só posso seguir um conselho que sempre ouvia durante o primeiro Corsair: apenas sinta. Continuo sentindo o segundo Corsair até hoje, e que saudade. Saudade.




quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Um dia me perguntaram se essa de gostar cada dia mais de uma pessoa é algo bom ou ruim. Pois então. Responder isso seria algo totalmente complexo e paradoxal. Como dizer que algo que te faz extremamente feliz e leve é ruim? Mas ao mesmo tempo como dizer que algo que te faz sentir meia parte e te deixa magoado de saudades é bom? Não te digo que possa ser classificado como bom ou ruim. Circunstâncias mudam e perplexam tudo ao nosso redor. Digamos que seja ambos. É simplesmente ótimo gostar tanto assim de você. Mas é terrivelmente confuso não saber o que pensar. Mas enfim, muito disso não é explicável, apenas sentido. E nessas palavras que o vento leva, ficam apenas o que o coração entende."
                                                 O chato =)

domingo, 1 de maio de 2011

Quando experimentamos algo com alguém, temos medo de não termos, no mínimo, o mesmo com outro. Entretanto, neste mundo, não temos escolha. Sempre conheceremos inúmeras maneiras pra um dado fato, sentimento, fala ou seja o que for. Caso contrário, não seremos pessoas vividas. A experiência, o erro e o acerto é o que nos forma. O erro pode bater à porta de qualquer um, e ele gosta de bater principalmente na casa daqueles que se julgam fortes o suficiente para evitá-lo. Muitas vezes o erro mora em nossa impaciência. Não sabemos esperar e, por isso, perdemos a chance de que coisas maravilhosas aconteçam em nossas vidas. Mas voltando a "vaca fria", teremos que impor pra nós mesmos que algumas coisas sempre serão melhores que outras. Coisas, pessoas, momentos. Por mais que devamos deixar, em vários momentos, nosso coração falar mais alto, a razão também precisa do seu espaço, afinal, ela nos mostra a dura realidade, a qual tentamos nos esquivar a cada segundo. Sabemos o que é certo e é buscando isso que devemos continuar a traçar nosso caminho. Em nosso âmago, nos lembraremos sempre do que foi o melhor e hoje não temos mais, mas uma consciência leve valerá muito mais. Tem que valer.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você diz que me ama." (William Shakespeare)



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eu que era tão infeliz e despreocupada antes, como um barco à deriva. Eu que sentia da vida os momentos mais felizes, mais inexpressivos. Era. Ou ainda sou um barco à deriva? Encontrei meus remos e firmei-me. Hoje, me encontro firmada ainda, entretanto, não sei em que, em quem. À mercê da correnteza me encontro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Uma gota. Uma gota é o necessário para mudar tudo. Uma gota de água começa o movimento interminável de um rio, uma gota muda o curso de um rio, uma gota muda o curso de nossas vidas. Uma gota de dúvida sepulta relações. Uma gota de ódio faz de sua vida uma tempestade. Uma gota de ciúmes balança tudo. Uma gota de amor nos faz sentir o perfume das flores. Uma gota de perseverança nos faz vencedores. Uma gota de ousadia nos leva a lugares jamais alcançados. Uma gota de fé move montanhas. Uma gota que cai de nossos olhos exterioriza nosso âmago. Uma gota de juízo salva vidas. Uma gota de paciência possibilita o aprendizado. Uma gota de união faz uma família. Uma gota de saudade gera fragilidade. Uma gota de fragilidade gera um conhecimento até então obscuro. Uma gota de novo conhecimento gera um novo sentimento. Uma gota de novo sentimento gera uma gota de ligação. Uma gota de ligação gera dependência. Uma gota de dependência gera afeto. Uma gota de afeto, as vezes, hoje, gera uma sobreposição de pessoas. E quem estaria, hoje, sobreposto?

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir."
(Caio Fernando Abreu)


E quando você menos espera, a vida te vira pelo avesso. Aí você descobre que, talvez, o avesso é seu lado certo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Qual será o segredo de Victória? Será que era algo que a rondava constantemente e ela acabou canalizando para uma grife? [...] Todos temos vários segredos que nos atacam de forma injusta, seria tão fácil se eles fossem usados dessa forma, não?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Você pode não querer ver a verdade, mas não pode impedir os outros de vê-la.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Seguir em frente, na maioria das vezes, é muito fácil. Difícil é não olhar para trás. Saber que você já construiu uma grande parte de sua história e não pode mais alterá-la e por isso tem que deixar de lado os erros do passado, tanto os seus erros, quanto os erros dos outros, não é uma tarefa fácil. Continuar andando sabendo que se, talvez, naquele dia, naquele hora, você tivesse dito uma só palavra, tudo seria diferente. Mas talvez não conseguimos esquecer o passado porque nós mesmos não queremos. Nosso âmago já não aguenta mais ser tão massacrado, mas continuamos nos culpando. Só há uma forma de nos libertarmos: aceitar quem somos, e o que já fizemos e deixar que Deus trabalhe em nós. Pode parecer bobagem, mas se mais nada está dando certo, você não perde nada em tentar se aproximar de Deus. Vá para um lugar sossegado e fale, fale tudo o que quiser. Alguém sempre estará te escutando, e você sabe quem é esse alguém. Pense nisso.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quando só se ouve o que se fala, é bem mais fácil entender a suposta realidade. Mas o que ficou nas entrelinhas perpetua no seu inconsciente para sempre. Uma realidade paralela foi criada e você se vê nela, fora do controle de suas mãos. Pensamentos incontroláveis rondam sua mente a todo instante, e você, sem perceber, continua sua vida, e é como se nenhuma reflexão fizesse alguma diferença. Assim sempre será.

domingo, 30 de janeiro de 2011


All you people can't you see
How your love's affecting our reality
Every time you're down
You can make it right
And that makes you Larger than Life.